Um bom dia

Dumpster

Foto: Darrel Brett. Holga 135, Kodak Gold 200 expirado.


Ainda estou assustada.

São 8h35 da manhã e há exatos 31 minutos atrás uma bomba estourou do meu lado.
Ok, não foi uma superbomba. Mas foi uma bomba.
Não perdi nenhum membro, não me machuquei… Mas não consigo parar de pensar que sim, poderia ter me machucado.

Estava caminhando em direção ao trabalho nessa manhã. Ao invés de subir pela r. Pasteur, como sempre faço, vim reto pela Buenos Aires e entrei na Silva Jardim. Na frente do prédio ao lado do escritório, uma caçamba.
Nessa caçamba, um menino.

Minha primeira reação foi pensar que era estranho uma criança na rua a essa hora, ainda mais mexendo em uma caçamba. Aí eu vi a fumaça… Ele saiu correndo… E só deu tempo de tampar os ouvidos e abaixar no sentido contrário.

O primeiro impulso foi… não fazer nada. Fiquei parada, olhando o piá indo embora, pensando “que P**** foi essa?” Fiquei com raiva, mas meu primeiro instinto foi de não ir atrás dele, pois se um piá que deveria ter uns 10 anos de idade tinha uma bomba às oito da manhã no bolso, sabe-se lá o que mais poderia ter!

Olhei pra rua, vi um carro de polícia, corri até eles e contei o que aconteceu. Descrevi o menino e corri pro escritório.
Não sei se pegaram ele. Espero que o peguem. Ele, o pai, a mãe e qualquer um que seja o (ir)responsável por uma criatura imbecil dessas estar solta na rua.

Mais de meia hora depois e eu ainda estou zonza… escrevi porque ainda não tinha conseguido começar a trabalhar.

Coloquei no blog porque… Bem, porque quis.
E é isso.

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