Porto, Barcelona e Tarragona: Lomography 800

Engraçado. No dia em que eu peguei as fotos reveladas, minha decepção foi muito grande. Mesmo sabendo que o resultado seria imprevisível, eu queria mais. Pensei que deveria ter fotografado mais, que deveria ter variado a câmera, que deveria ter revelado as fotos lá mesmo para fugir dos inúmeros scanners ao longo do caminho.

No entanto, quanto mais o tempo passa, mais a decepção se dissipa e eu consigo ser menos exigente em relação às fotos que fiz na viagem. Revejo o conteúdo e consigo ser mais nostálgica em relação aos momentos incríveis e menos chata em relação a um efeito que muita gente gasta Instagram para obter.

Finalmente, resolvi que estava na hora de compartilhar as fotos com do Lomography 800, o filme que estourou tanto em grãos que acabou até atrapalhando, ao invés de embelezar. Mesmo assim, acho que valeu o resultado. Nessa primeira parte, o filme queimado na cidade do Porto, em Barcelona e na linda Tarragona – cidade romana, com campos arqueológicos bem conservados e cantinhos pra lá de charmosos. Vale demais a visita! Pra saber um pouco mais sobre ela (e ver fotos lindas), confere esse link aqui ó!

A câmera, de novo, é a Canon AT-1.

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Porto

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Porto

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Capelas do Porto e seus azulejos tradicionais. Essa foto ficou escura, com as manchas do Raio-X, mas gostei mesmo assim.

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Um dos poucos momentos de sol no inverno do Porto.

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Casa Batlló, um dos lugares mais fantásticos de Barcelona – especialmente pra quem é fã de Castelo Rá Tim Bum, rs.

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Barcelona

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Nessa praça, no domingo era uma feira de Numismática. Apenas. Fiquei horas esperando o marido ver uma a uma… E voltar… E passar de novo…

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Foco mandou beijos, né Daniele? Mas fica o registro de um dos lugares mais impressionantes da vida.

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O Arco do Triunfo de Barcelona.

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Lugar bonito. <3

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Tarragona e suas casas e prédios construídos na muralha romana.

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Uma das maiores cidades romanas da época.

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Tarragona.

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E é isso. Cada vez que eu olho, gosto mais. Interessante isso. ;)

Mas, antes mesmo do último post dessa série da viagem (ainda falta a cidade de Girona), minha conclusão já se estabeleceu: pode ser meu transtorno obsessivo compulsivo falando, mas o mesmo filme e a mesma câmera para uma viagem toda, ou para cada cidade, se mostrou necessário pra ter uma unidade melhor. Fiquei um pouco transtornada com fotos em P&B, fotos em 400, fotos em 800… Queria ter, pelo menos, um filme pra cada cidade, pra ter a mesma “textura”, sabe? Pode ser neurose, ok… Mas, na minha cabeça, faz todo o sentido, e eu errei feio, errei rude.

Lisboa e Porto: Superia X-Tra 400

Definitivamente, o Superia X-Tra 400 foi o melhor filme da viagem. Apesar de alguns frames com manchas, as cores ficaram bonitas e os grãos não estouraram absurdamente. A partir hoje, vai virar o melhor amigo na hora pegar a estrada… ou melhor, os ares.

Alguém pode pensar: “mas por que você não tentou NÃO passar no raio-x?” Bem, eu não acho isso tão simples quanto parece. Existem regras, e eu tenho sérios problemas em tentar burlar isso, tipo, eu-comigo-mesma não me sinto confortável. Entendo que algumas pessoas pedem para que o filme não passe no scanner, mas eu estava viajando com vários filmes e, em todas as vezes, com longas filas atrás de mim. Ou seja: dependia demais da boa vontade dos responsáveis, em atrasar a fila, explicar a situação e passar os filmes e a câmera por fora. Eu sei que algumas pessoas tentam isso e até conseguem, mas eu não sou dessas. Em todas as outras viagens que fiz e levei filmes, tudo deu certo. Dessa vez, nem tanto. Paciência. Assumi o risco. Gostaria que isso fosse uma regra, um padrão, mas não é. E exceto por UM aeroporto na viagem toda, os fiscais que ficam ali no scanner não são nada simpáticos e/ou educados.

Mas, voltando a vaca fria.

As fotos de hoje são, como já disse, do Superia X-Tra 400, da Fuji. São imagens de Lisboa, Sintra e do Porto. Engraçado como lá eu achei que bati muitas fotos… foram 4 rolos em 20 dias, é algo considerável. Claro que eu dei prioridade para o digital, por segurança, por praticidade e também por quantidade — bati muitas fotos mesmo, porque todos os lugares eram lindos demais. Mas ainda assim, como estava sempre com a AT-1 comigo, tive a impressão de que fotografei bastante em analógico. Mas, quando peguei o resultado final, senti falta de muitos lugares que acabei deixando passar (mas que, é claro, estão registradinhos em digital). Enfim, acho que a minha tendência é a de queimar ainda mais filmes nas viagens. Já dupliquei o valor das férias passadas, rs.

Agora, vamos às imagens!

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Mosteiro dos Jerônimos… Que lugar absurdamente bonito!

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Nesse dia, o sol não estava tão forte… As vezes ele demorava para brilhar de verdade, só depois das onze da manhã que ele dava o ar da graça. Mesmo assim, a cor mais quente de dentro do Mosteiro ficou evidente.

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A fábrica oficial!

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São verdadeiramente deliciosos… E olhe que eu não sou muito de doces. O mais interessante é que só os de lá são realmente gostosos. Os outros são “meia boca”, e nem podem ser chamados de Pastel de Belém, pois o nome é patenteado. Fora de lá, só “Pastel de Nata”.

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A Feira da Ladra. Imensa e cheia de coisas… Antiguidades, azuleijos, itens usados… Dá pra ficar horas passeando por lá.
Uma observação: esse cara da foto não parece o Hulk? Se ele ainda jogasse em Portugal, eu desconfiaria de verdade que alguém saiu do Porto e estava passeando em Lisboa, hahaha…

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Essa foto é um dos melhores exemplos de como as imagens ficaram com cores fracas. Achei o resultado muito bonito em cor, mas em P&B, nas fotos que postei anteriormente, nem tanto.

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Um brinde! Depois da Ginja e antes da Amêndoa Amarga.

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Aquela igreja do lado direito é a São Vicente de Fora. Um passeio que vale muito a pena. O senhor que cuida da entrada do mosteiro deu uma aula sobre as renovações depois do terremoto de 1755. Além disso, a vista é maravilhosa e você ainda pode visitar o Panteão da Família Bragança. Entre os túmulos, o de Carlota Joaquina, João VI e até o de D. Pedro I (que para eles é o IV). O corpo dele está, na realidade, em São Paulo, mas o túmulo está lá com o resto da família.

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Meus companheiros de viagem no campo arqueológico do Castelo de São Jorge. Não poderia pedir por melhores cias. <3

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A fofíssima cidade de Sintra!

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Um passeio que vale muito a pena. No dia, pegamos chuva e muita neblina, e mesmo assim, nos encantamos demais. Todos os palácios, todos os cantos.

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Aqui chegamos finalmente na cidade do Porto! Essa é uma das fotos que ficaram manchadas. As cores puxando para o fucsia… Mas ainda assim é possível ver o que foi fotografado. Essa é a Av. dos Aliados, a principal da cidade. Ao fundo, a Câmara do Porto.

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Muito sobe e desce…

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Essa é a visão da igreja da Torre dos Clérigos, um dos principais pontos da cidade.

Para finalizar, uma das fotos desse filme que ficaram mais manchadas, só para servir como exemplo. Abaixo, a entrada do Museu da Marinha de Lisboa (que fica ao lado do Mosteiro dos Jerônimos. Tristeza no coração! =/

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É isso. No próximo post eu posto o resultado do Lomography 800, que não ficou manchado mas os grãos estouraram muito acima do normal. Eu ainda quero digitalizar eles de novo para ver, mas não tenho muitas esperanças. Seja como for, são fotos ainda do Porto, Barcelona, Tarragona e Girona, vale a pena tentar!