Primeira revelação: Olympus Trip 35

Trip-3

A Olympus Trip 35 é mais uma câmera que veio de São Paulo. Encontrei ela na feira de antiguidades do Bixiga, com um simpático senhor que tinha algumas delas em bom estado para vender. Aqui em Curitiba eu já tinha encontrado algumas, mas sempre em péssimas condições. Não lembro ao certo quanto paguei, mas acho que foi algo em torno de R$ 50 ou 60, o que é uma bagatela pelo estado da pequena.

Essa câmera foi produzida do final dos anos 1960 até metade da década de 1980. O mais legal é que ela não precisa de bateria e ainda assim oferece um fotômetro. Ele é de selênio, o que significa que tem vida útil limitada, mas quanto mais tempo ele ficar protegido por uma capinha ou tampa na lente, melhor. O André, do Queimando o Filme publicou um vídeo bem completo e interessante sobre essa câmera. Ela é pequena, leve, fácil de manusear e possui um modo automático bem funcional. A abertura varia de f/2.8 a f/22 e ela tem quatro pontos de foco. Em suma, uma compacta muito legal e com resultados mais legais ainda – e eu tive a sorte de encontrar uma delas com o fotômetro ainda funcionando.

Trip-4

O primeiro filme que utilizei foi um Kodak 400TX, preto e branco. Fotografei a maior parte dos frames em abertura 2.8, mas também utilizei o modo automático e gostei do resultado, tanto em ambientes abertos quanto fechados. A única questão que não me conquista é, definitivamente, o foco. Não poder controlá-lo com precisão é algo que realmente me perturba (e por isso eu comprei a Olympus SP logo na sequência, mas isso fica para outro post).

Vamos às imagens!

338434DANIELE-R1-01-2

Modo automático em uma tarde de muita luz.

338434DANIELE-R1-03-4

338434DANIELE-R1-07-8

338434DANIELE-R1-08-9

338434DANIELE-R1-09-10

338434DANIELE-R1-11-12

338434DANIELE-R1-13-14

338434DANIELE-R1-20-21

338434DANIELE-R1-24-25

338434DANIELE-R1-26-27

Algumas fotos em abertura 2.8 ficaram tremidas, mesmo com bastante luz. =/

338434DANIELE-R1-28-29

338434DANIELE-R1-29-30

Retratos da cintura pra cima ficam melhores… Dica que li no Lomogracinha!

338434DANIELE-R1-33-34

 

Ah, ia esquecendo! Pra saber se o fotômetro da câmera está funcionando, coloque ela no modo Automático, cubra a lente inteira com a mão e pressione o disparados. Uma bandeirinha vermelha deve subir no visor da câmera, indicando que não há luz para fotografar. Feito! ;)

Ah, ia esquecendo 2! O visor dela é confiável, fique dentro das linhas brancas e o enquadramento deve ficar bom. ;)

Quando o filme decepciona…

Uma das coisas que eu mais gosto da fotografia analógica é não saber exatamente o que você vai ver quando pegar o filme revelado. Isso cabe perfeitamente na filosofia Lomo, mas vale para todas as modalidades. As surpresas – para quem não trabalha com isso, como é o caso da maioria atualmente – são sempre muito bem vindas. Flares, desfoques, fotos que a gente não lembrava que tinha batido… Tudo isso faz parte do charme do processo analógico.

Porém, contudo, entretanto, isso nem sempre é positivo. Principalmente com câmeras “novas”, a revelação pode acabar surpreendendo negativamente, quando não sabemos ao certo como acertar a câmera ou utilizamos um filme e processo diferentes. As vezes, o resultado pode decepcionar. Muito. =/

Hoje foi assim. Peguei mais uma revelação da Agfa. Estava ansiosa porque fotografei em P&B e fiz vários testes de abertura, luz, flash e principalmente foco. Infelizmente, o resultado não ficou bom.

Usei um Ilford HP-5 ISO 400, puxado. Já usei muito esse filme com a Canon e os resultados foram razoáveis, não tinha reclamações. Mas dessa vez a combinação dele com a Optima 500 acabou não dando certo.

Fotos tremidas (em abertura 2.8, a velocidade automática da câmera não deu conta) e muita coisa fora de foco. Mesmo. Percebi que ela só é confiável para fotos de foco no horizonte, como algumas do primeiro post que coloquei aqui sobre ela, mas para retratos, mesmo utilizando o foco no modo indicado, o resultado ficou bem ruim.

Também não gostei da falta de contraste, das imagens chapadas…  E percebi que é realmente difícil pensar em enquadramento com ela. Enfim, tudo que tinha me animado na primeira experiência com a câmera agora me decepcionou. Bem, paciência. Vivendo e aprendendo.

Abaixo, algumas das fotos que eu não odiei (tanto)…

64750024

A foto clichê. Mas eu gosto. E sempre serve para marcar uma configuração utilizada.

64750032

O Ozzy, sempre modelo. Mas o foco está lá trás. =/

64750025

Di Cavalcanti no MON e a Pérola com sua Olympus Trip.

64750033

Os avós, sempre modelos. Pena que a foto ficou tão apagada assim… Não entendo. =/

64750038

E o antigo Mercado Municipal de Paranaguá.

Se alguém tiver uma luz do porque isso ficou tão assim… triste, por favor, compartilhe. No mais, a vida continua e já tem outro filme separado para utilizar na Agfa. Não vou desistir dela tão cedo.  ;)