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De que ano é minha Olympus Trip 35?

*Alerta textão, se você quer objetividade, pule para a segunda parte do texto, depois do subtítulo.

Fazia muito tempo que eu não falava sobre minhas câmeras e experiências com filmes analógicos. Apesar de nesse tempo sem publicar nada eu continuar fotografando bastante em filme, confesso que fiquei alguns meses distante desse hobby – algo que não foi pensado, mas que também não me levou muito tempo para sentir falta e voltar.

Nesse período, algumas coisas mudaram em relação à minha coleção. A primeira coisa é que eu decidi parar de comprar câmeras, já que estava adquirindo mais coisas “novas” do que tinha tempo para testar com calma – e isso é o fim do mundo para uma pessoa ansiosa como eu. Dessa forma, eu também poderia dar mais atenção para o que eu já tinha.

Outra coisa é que eu parei de apenas digitalizar os filmes e passei a ampliá-los também. Claro que isso representa um custo maior, mas, pensando que é algo que eu faço uma vez por mês apenas, em média, acaba não sendo um gasto tão grande. E, no fim, eu acabo com um monte de fotos legais pra espalhar pela casa (ok, a maioria delas legais, algumas sofrem com o erro de cálculo da fotógrafa). A única coisa ruim mesmo é que o preço dos filmes está bem abusivo, principalmente da Instax. =/

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E pensando em dar mais atenção ao que eu já tenho, venho hoje falar da Olympus Trip 35. Eu já publiquei um post sobre ela e sobre revelações, mas recentemente (ou nem tão recentemente), eu ganhei minha Trip 35 mais especial. Não só por ela estar mega conservada (tem até a tampinha da lente!), com flash original, caixinha e manual de instruções, mas por ser presente de um amigo querido (Fer!), uma câmera que foi do pai dele.

Confesso que ainda não fotografei com ela. Confesso, inclusive, que ainda não a coloquei na prateleira com as outras, porque a real é que eu não consigo deixar ela fora de sua caixa, uma casa que a protegeu por tantos anos. Já começo a considerar seriamente a caixa colorida ser a exposição na prateleira (doente, (  ) sim  (   ) com certeza).

Hoje, quando decidi fotografá-la – sim, a maluca não fotografa COM a câmera, mas sim A câmera, me deixa –, pensei pela primeira vez no ano de fabricação e como eu descobriria isso, algo que, para a minha surpresa, foi uma informação fácil de encontrar.

De que ano é minha Olympus Trip 35?

Para saber essa informação, você precisa do número que está atrás da placa que pressiona o filme. Abra a câmera e remova a placa com cuidado – basta puxar um lado e depois o outro, ele deve desencaixar com facilidade.

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A placa mostra três caracteres:
– O primeiro é um ideograma japonês que se refere à fábrica em que a câmera foi produzida.
– O segundo é um número referente ao ano de fabricação – sendo o último número do ano.
(Exemplo: 5 = 1975)
– O terceiro se refere ao mês de fabricação da câmera.
(Exemplo: 2 = fevereiro)

Para entender isso, é preciso de duas informações:
– A Olympus Trip 35 foi produzida entre os anos de 1967 e 1984.
– Neste período, existiram duas cores de botão disparador, cromado e preto. O cromado é o mais novo e o preto seria o mais antigo. Achei em alguns sites a informação de que o cromado foi produzido até 1978 (até o terceiro bimestre, aparentemente), daí pra frente, sempre com botões pretos.
*Mas também vi que houve uma produção especial com botões pretos entre 1969 e 1970, mas estas tinham também o corpo da câmera inteiramente preto.

Vamos ao exemplo da minha:

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Ela tem botão cromado. Então, vamos considerar que ela só poderia ter sido produzida até 1978. O segundo caractere é o número 4, ou seja, representa o ano de 1974 – em 1964 ainda não havia produção, e em 1984, outro ano com esta terminação, o disparador já era preto.

O terceiro caractere é a letra Z. Os números 1 a 9 são os meses de janeiro a setembro. As letras X, Y e Z, são os meses de outubro, novembro e dezembro. Sendo assim, minha câmera foi produzida em dezembro.

4Z = Dezembro de 1974

Tenho outra câmera aqui (presente da mãe, que achou em um bazar) com o código 5Y, ou seja, novembro de 1975 (porque é o único ano com essa terminação em toda a fase de produção e porque tem o disparador cromado).

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Minha terceira Olympus Trip 35 eu comprei na Feira do Bixiga, em São Paulo, e seu botão disparador é preto. Ela seria perfeita para comprovar toda a teoria de produção se não fosse por um pequeno detalhe: está com um filme pela metade. Portanto, a solução deste mistério fica para quando o filme acabar…

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Em suma, foi isso que eu encontrei pesquisando sobre essa pequena compacta tão querida por fotógrafos. Se alguém tiver mais alguma informação (ou correção, né?) sobre isso, será muito bem vindo!

*Desativei os comentários do Facebook porque nunca recebi as notificações quando alguém comentava. Hoje achei comentários de meses atrás sem resposta. =(

Primeira revelação: Olympus 35 SP

A Olympus 35 SP foi a primeira câmera que comprei pela internet (fora as compras na Lomography) e não pretendo repeti a operação, pois é bastante arriscado. O problema é que as pessoas que vendem câmeras antigas por um preço razoável nem sempre entendem bem sobre o equipamento e seus possíveis problemas não tão visíveis, e se por fora a câmera estava ótima (mesmo!), sua lente me fez perder alguns dinheiros para a limpeza, pois estava com fungos em nível bem avançado.

Mesmo assim, fiquei feliz, pois ela está superbonita e eu queria uma rangefinder compacta há bastante tempo já. O objetivo inicial era uma Canonet – e eu quasei comprei uma na feira do Bixiga em outubro, mas achei que estava muito destruída, arranhada. No final, resolvi esperar um pouco mais e achei essa SP, que está realmente bonita e funcional.

SpA 35 SP tem uma lente 42 mm com abertura 1.7, o que é sempre lindo. A velocidade varia de 1/500 a 1 segundo. Ela tem um fotômetro e a bateria até existe, mas nem fui atrás disso. Acho que é bem tranquilo se virar sem o fotômetro depois que acostumamos com as analógicas manuais e o resultado no filme deu bastante certo.

Sp-2

Para focar, a lente tem uma chavinha, que torna bem simples o processo, mas o rangefinder no visor não é tão claro quanto eu gostaria, e o foco foi o ponto no qual eu mais me bati. Gostei do resultado do primeiro filme, achei que minhas combinações de velocidade e abertura deram certo, com sucesso até em fotos noturnas. Mas o foco foi a questão crucial, e como quero levar essa câmera nas férias (pois ela é bem mais leve e pequena que a minha favorita Canon AT-1) vou precisar praticar mais até pegar o jeito. Até porque, nas fotos que eu consegui acertar o foco, ele ficou muito preciso.

Mas, sem mais mimimi de foco, vamos às fotos!

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Meu sobrinho, #jimidogueto.

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Sempre peço pro Ed tirar fotos minhas e ele se bate com o foco manual, dessa vez deu certo. ;)

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Ah! O filme que eu usei foi o superbásico Kodak Ultramax, que é bem previsível e ótimo para testes.
É isso. ;)