Primeira revelação: Holga 120 CFN

Demorei, mas terminei.

São apenas 12 frames e eu quis pensar cada um deles.
Valeu a pena.

Perdi apenas uma foto, por motivos que eu desconheço – talvez a tão temida proteção da lente? Acho que não, porque cuidei disso, mas fato é que só recebi 11 imagens. Dessas onze, oito me fizeram muito felizes, então, acho que o saldo foi pra lá de positivo.

Então o primeiro aspecto a se pensar com uma médio formato é esse: poucos frames. Acho que se a gente já pensa mais para fotografar com analógica, com a médio formato eu pensei duas vezes mais – e isso é um exercício e tanto.

Tentei explorar diferentes coisas: flash, noite, dia, sol, nublado e dupla exposição. Mas é preciso lembrar que utilizei um filme Redscale e, por isso, não rolou testar flashes coloridos.

Redscale?

Sim! Existem vários blogs que explicam muito melhor que eu e com mais clareza. Mas para simplificar, a questão é a seguinte: o redscale é como se fosse um filme ao contrário. Ou melhor, É um filme ao contrário. O vermelho é a última camada de cor e um Redscale está invertido na bobina. Isso faz com que a luz chegue primeiro nessa camada, dando todo um efeito diferente na imagem – inclusive, é possível fazer isso em casa mesmo, mas ainda não tentei.

Dito isso, o filme utilizado foi um Lomography Redscale 100 ISO 120. ;)

E as fotos?

Vamos lá!
A primeira boa notícia é: nada de vazamento de luz. Alguns pequenos pontinhos, mas tudo para dar um charme. Como falei no post anterior, eu não coloquei fita em volta dela, apenas nas laterais para segurar a tampa traseira – pois a trava é muito fraca.
Outro detalhe legal é que foi possível ver as vinhetas nos cantinhos e eu adorei isso.

Minha única decepção foi o flash. Não culparei a câmera, mas o que posso dizer é que ele com ISO 100 não rola. Ficou bem escuro. =/

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Essa é a minha favorita. O filme Redscale, o efeito de luz, os cantinhos escuros e o foco. Tudo ficou lindo.

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Tentei um contraluz e apesar de ficar “meio fail” eu gostei. Já tinha lido sobre como a Holga é exigente e precisa de filmes com ISO alto, mas com 100 também rolou ter efeitos legais.

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Esse efeito “negativo” em volta ficou muito legal.

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Dupla exposição no Bosque do Alemão. :)

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Aqui o dia já estava mais nublado, um pontinho de ISO acima e essa foto ficaria melhor, eu acho.

Bom, tá aí o resultado. Recomendo a câmera para todos e o filme também. Já estou curiosa para testar novos filmes e fotografar mais! ;)

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Lomografia: Diana Mini

A Diana Mini foi a primeira câmera da Lomography que eu comprei. O visual pra lá de charmoso foi o que mais me chamou a atenção e o fato de que ela usa filme 35mm foi decisivo na escolha entre ela e sua “mãe” Diana F+.

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Curioso é que se a compra fosse feita hoje eu teria optado pela F+ sem pensar duas vezes, justamente porque ainda não tenho uma câmera que use filme 120mm. Ainda!

Mas voltando à Mini: ela é, sem dúvidas, uma câmera muito divertida. Ela tem duas opções de abertura – F 11 para dias ensolarados e F 8 para dias nublados – que pode ser alterada embaixo da lente. Também é possível optar pelo modo modo N ou B, mas confesso que no modo B eu não tive muito sucesso.

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Além disso, ela permite que você tire half-frames, o que pode ter um resultado muito legal, além de prolongar (muito!) a vida de seu filme, que pula de 36 para 72 duas fotos com a alteração na chavinha que fica na parte de trás da câmera. Aqui é preciso ter cuidado especial na hora de girar o filme. Em algumas fotos eu consegui mesclar um frame no outro (o que eu acho mais legal!) e em outras eles ficaram bem divididos.

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Outra coisa legal da Diana Mini é o flash (e isso também está presente na F+, pois é exatamente o mesmo). Além de ter um visual muito bonito, ele vem com sapatas que podem encaixar a belezoca em qualquer câmera. Inclusive, já testei isso na Agfa Optima 500, mas ainda não revelei para ver que bicho saiu.

Além de ser multiuso, o flash ainda vem com uma série de filtros coloridos para você encaixar e sair fotografando por aí. O resultado fica muito legal (como na primeira foto que postei de exemplo, com filtro vermelho para o show do Redtie).

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A possibilidade de múltiplas exposições é o que eu mais amo nessa Diana Mini! Principalmente com fotos de pessoas e caretas, rs. Mas é preciso tomar cuidado porque, ao contrário da Fisheye no. 2 que tem uma chave especial para isso, a Diana Mini fica livre, o que pode gerar múltiplas exposições acidentais – o que nem sempre é exatamente ruim, pois sempre vem uma surpresinha na revelação.

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Mas a minha principal dica com relação a essa câmera é uma só: cuidado com a capinha da lente, principalmente se você está acostumado a fotografar com câmeras de visor direto. Não tem como saber se ela está lá ou não e, por isso, é essencial lembrar de tirar ela de lá. Sim! A anta aqui perdeu vários frames com isso. E como a lente é frágil, prefiro não arriscar sair sem a capinha. Mas assim que tiro ela do case já deixo a tampa da lente por lá mesmo!

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Seja como for, eu fiquei muito feliz com essa câmera. Ela é pequena, bonitinha, leve, fácil de usar e com mil possibilidades!

Ps: “Se ela fotografa com filme 35 mm como as fotos ficam quadradas?” Pois é, não ficam. Elas vem com bordinhas pretas e eu corto tudo fora, rs.