Lisboa e Porto: Superia X-Tra 400

Definitivamente, o Superia X-Tra 400 foi o melhor filme da viagem. Apesar de alguns frames com manchas, as cores ficaram bonitas e os grãos não estouraram absurdamente. A partir hoje, vai virar o melhor amigo na hora pegar a estrada… ou melhor, os ares.

Alguém pode pensar: “mas por que você não tentou NÃO passar no raio-x?” Bem, eu não acho isso tão simples quanto parece. Existem regras, e eu tenho sérios problemas em tentar burlar isso, tipo, eu-comigo-mesma não me sinto confortável. Entendo que algumas pessoas pedem para que o filme não passe no scanner, mas eu estava viajando com vários filmes e, em todas as vezes, com longas filas atrás de mim. Ou seja: dependia demais da boa vontade dos responsáveis, em atrasar a fila, explicar a situação e passar os filmes e a câmera por fora. Eu sei que algumas pessoas tentam isso e até conseguem, mas eu não sou dessas. Em todas as outras viagens que fiz e levei filmes, tudo deu certo. Dessa vez, nem tanto. Paciência. Assumi o risco. Gostaria que isso fosse uma regra, um padrão, mas não é. E exceto por UM aeroporto na viagem toda, os fiscais que ficam ali no scanner não são nada simpáticos e/ou educados.

Mas, voltando a vaca fria.

As fotos de hoje são, como já disse, do Superia X-Tra 400, da Fuji. São imagens de Lisboa, Sintra e do Porto. Engraçado como lá eu achei que bati muitas fotos… foram 4 rolos em 20 dias, é algo considerável. Claro que eu dei prioridade para o digital, por segurança, por praticidade e também por quantidade — bati muitas fotos mesmo, porque todos os lugares eram lindos demais. Mas ainda assim, como estava sempre com a AT-1 comigo, tive a impressão de que fotografei bastante em analógico. Mas, quando peguei o resultado final, senti falta de muitos lugares que acabei deixando passar (mas que, é claro, estão registradinhos em digital). Enfim, acho que a minha tendência é a de queimar ainda mais filmes nas viagens. Já dupliquei o valor das férias passadas, rs.

Agora, vamos às imagens!

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Mosteiro dos Jerônimos… Que lugar absurdamente bonito!

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Nesse dia, o sol não estava tão forte… As vezes ele demorava para brilhar de verdade, só depois das onze da manhã que ele dava o ar da graça. Mesmo assim, a cor mais quente de dentro do Mosteiro ficou evidente.

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A fábrica oficial!

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São verdadeiramente deliciosos… E olhe que eu não sou muito de doces. O mais interessante é que só os de lá são realmente gostosos. Os outros são “meia boca”, e nem podem ser chamados de Pastel de Belém, pois o nome é patenteado. Fora de lá, só “Pastel de Nata”.

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A Feira da Ladra. Imensa e cheia de coisas… Antiguidades, azuleijos, itens usados… Dá pra ficar horas passeando por lá.
Uma observação: esse cara da foto não parece o Hulk? Se ele ainda jogasse em Portugal, eu desconfiaria de verdade que alguém saiu do Porto e estava passeando em Lisboa, hahaha…

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Essa foto é um dos melhores exemplos de como as imagens ficaram com cores fracas. Achei o resultado muito bonito em cor, mas em P&B, nas fotos que postei anteriormente, nem tanto.

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Um brinde! Depois da Ginja e antes da Amêndoa Amarga.

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Aquela igreja do lado direito é a São Vicente de Fora. Um passeio que vale muito a pena. O senhor que cuida da entrada do mosteiro deu uma aula sobre as renovações depois do terremoto de 1755. Além disso, a vista é maravilhosa e você ainda pode visitar o Panteão da Família Bragança. Entre os túmulos, o de Carlota Joaquina, João VI e até o de D. Pedro I (que para eles é o IV). O corpo dele está, na realidade, em São Paulo, mas o túmulo está lá com o resto da família.

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Meus companheiros de viagem no campo arqueológico do Castelo de São Jorge. Não poderia pedir por melhores cias. <3

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A fofíssima cidade de Sintra!

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Um passeio que vale muito a pena. No dia, pegamos chuva e muita neblina, e mesmo assim, nos encantamos demais. Todos os palácios, todos os cantos.

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Aqui chegamos finalmente na cidade do Porto! Essa é uma das fotos que ficaram manchadas. As cores puxando para o fucsia… Mas ainda assim é possível ver o que foi fotografado. Essa é a Av. dos Aliados, a principal da cidade. Ao fundo, a Câmara do Porto.

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Muito sobe e desce…

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Essa é a visão da igreja da Torre dos Clérigos, um dos principais pontos da cidade.

Para finalizar, uma das fotos desse filme que ficaram mais manchadas, só para servir como exemplo. Abaixo, a entrada do Museu da Marinha de Lisboa (que fica ao lado do Mosteiro dos Jerônimos. Tristeza no coração! =/

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É isso. No próximo post eu posto o resultado do Lomography 800, que não ficou manchado mas os grãos estouraram muito acima do normal. Eu ainda quero digitalizar eles de novo para ver, mas não tenho muitas esperanças. Seja como for, são fotos ainda do Porto, Barcelona, Tarragona e Girona, vale a pena tentar!

Lisboa em P&B (e o problema dos filmes em viagens)

Hoje faz um mês e um dia que saí de Portugal. Demorei, mas cá estou para mostrar as fotos de uma viagem que começou em Lisboa, passou pela cidade do Porto e terminou na linda Catalunha. O motivo da demora? A decepção com os filmes… Infelizmente, eles não reagiram tão bem ao raio-x, ou melhor, aoS raioS-x, já que foi um entra e sai de avião danado.

Manchas, cores fracas, cores fortes, grãos estourados demais, perda de contraste… Enfim, tive uma porção de pequenos detalhes (as vezes, nem tão pequenos) que me fizeram não morrer de amores pelo resultado final.

Antes de mostrar a primeira parte das imagens, uma breve explicação:

Levei a Canon AT-1 para a viagem, depois de muito debate comigo mesma. Achei melhor optar por uma câmera que já conheço bem e com fotômetro funcionando, e acho que fica essa a dica, já que, caso tivesse optado por uma câmera mais nova ou sem fotômetro, o resultado poderia ter sido desastroso, dado a imprevisibilidade da revelação pós-aeroportos. Além disso, quando se está andando pra cima e para baixo, é muito prático ter um fotômetro funcionando.

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Iniciei com um filme P&B que nunca usei, e aí não foi uma decisão muito acertada. Como desconhecia o filme, não sei até que ponto o problema foi mesmo no raio-x, pois achei tudo com pouco contraste… No entanto, pesquisando samples dele na internet, o Kodak BW400CN não me pareceu tão chapado quando os resultados que obtive. Vale destacar que esse filme pode ser revelado em C41 (químico normal, para filme colorido), o que deixa a revelação muito mais rápida e barata. Por isso, ainda vou fotografar um rolo dele para ver um resultado melhor.

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Além disso, queimei um Fuji Superia X-Tra 400 – o melhor, mas com manchas – e dois Lomography Negative 800 – que ficaram muito mais granulados do que deveriam. Como a indicação era de que quanto maior o ISO, menor o efeito do scanner, acabei usando os dois sem medo… mas, não deu muito certo. #chatiadíssima

Mas chega de mimimi, porque não adianta chorar pelo leite derramado, pelo filme queimado e pelo branco estourado. Mesmo com esses problemas todos, trouxe 4 rolos e algumas imagens que ficaram no coração (junto com as memórias bonitas e os 20 GB que tirei com a XS velha de guerra…).

Vamos aos resultados!

Lisboa em P&B não é tão bela quanto em cores, mas ainda assim, temos coisas legais para mostrar. A cidade é cheia de cor, de vida, de sol e de pessoas tão queridas que você quer abraçar todas elas. Uma verdadeira viagem na história do nosso passado, com um pouquinho de Rio de Janeiro, um pouquinho de Ouro Preto e muito de simpatia para os brasileiros que estão por lá.  Fiquei verdadeiramente apaixonada por Portugal e recomendo essa viagem a toda a pessoa humana do universo.

Lugares bonitos, comidas gostosas, vinhos deliciosos, cervejas de qualidade, fado maravilhoso… Enfim, Lisboa, como diria a minha sogra, “é tudo de bom!“.

Nessa primeira leva, trago algumas imagens do primeiro dia por lá, conhecendo os ambientes, andando meio sem rumo pelas ruas e vendo que surpresas a cidade nos reservava.

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A primeira foto, ainda em Guarulhos… naquela espera marota de horas.

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Av. da Liberdade

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Av. da Liberdade… Só Gucci, Channel, Louis Vitton e coisas “pobrinhas” nessa rua. Caminho diário para o centro histórico da cidade.

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Praça dos Restauradores

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Praça dos Restauradores

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Na frente do Elevador de Santa Justa. Lá no fundo, em cima, o Castelo de São Jorge.

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Do alto do elevador, uma das vistas mais legais da cidade.

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Ao fundo, o Tejo.

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Pelas ruas do Chiado.

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Na Praça do Comércio. Muito sol e erro de fotometria da esperta que vos escreve.

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E essa, minha favorita. Na imponente Praça do Comércio, um dos lugares que eu mais gostei da viagem toda. <3

Enfim, esse foi só o primeiro dia… Em um outro post, mais sobre Portugal e sobre o encontro pra matar uma saudade de seis meses. ;)