Sprocket Rocket: primeira revelação

A viagem para São Paulo em outubro deste ano rendeu duas câmeras bonitas, e a primeira delas eu vou mostrar hoje. Encontramos a Sprocket Rocket pela metade do preço na Sick’n’Silly da Galeria Ouro Fino, e aí o presente de Dia das Crianças estava comprado.

Sprocket Rocket

Ganhei uma de cor laranja, lindona, e saí bem faceira! Não pude testar ela lá por motivos de: sou besta e levei apenas um filme na viagem (como já expliquei no post anterior). Então, deixei os testes para a volta à Curitiba.

O filme utilizado

Utilizei um Fuji Velvia ISO 100, um filme que já apareceu aqui por conta dos resultados malucos e totalmente imprevisíveis quando revelado em processo cruzado. Era um filme que eu já tinha casa, então aproveitei. Até gostaria de revelar ele em E-6 dessa vez, mas teria que mandar para São Paulo, gastar muito mais e esperar mais ainda. Opção descartada.

A câmera

A Sprocket Rocket é uma câmera bem simples. Assim como a Diana Mini, ela possui um modo ensolarado e outro nublado, as opções N e B (Bulb) para a exposição. A sapata do flash é comum, então qualquer flash se adapta corretamente (inclusive o da Diana com a ajuda de um dos adaptadores que vêm junto com ele). E a lente oferece duas opções de distância focal para ajuste. O disparador aparece ao lado da lente, também como na Diana. Confesso que não gostei muito disso, especialmente para autorretratos, pois não é nada prático tentar capturar uma imagem assim. Mas a alta velocidade do obturador evitou fotos borradas.

Sprocket Rocket-6

A quantidade de fotos pode variar. No meu primeiro teste, consegui 13 imagens, mas perdi bastante no começo do rolo, para garantir que tinha encaixado o filme corretamente. Além disso, não há como rodar o filme até o ponto correto para o próximo frame, você precisa intercalar entre os “pontinhos” e números ímpares, o que é algo pouco preciso. Seja como for, a brincadeira é válida, e as imagens que se sobrepõe podem ficar muito legais.

Sprocket Rocket-4

A digitalização

A digitalização das fotos foi um caso a parte. Na primeira tentativa, pedi que fossem deixados os furinhos do filme, o grande charme da Sprocket (além de capurar em modo panorâmico), e fiquei realmente decepcionada quando cheguei em casa e vi o resultado.

Acontece que a máscara para digitalização de filmes 35 mm já exclui os furinhos automaticamente. Fui em outro laboratório e pedi a digitalização na máscara de filmes 120, o que me deu os furinhos mas trouxe imagens mais claras, pois houve vazamento de luz maior ao digitalizar. Ao mesmo tempo, eu mesma pude juntar as imagens, sem perder nenhum cantinho do rolo.

Bom, vamos aos resultados!

O primeiro deles é uma comparação, digitalizado em 35mm e em 120mm.

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Agora vamos aos furinhos charmosos e os resultados que eu achei muito divertidos (mesmo com este filme que não é dos meus favoritos).

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E é isso. Já coloquei um Kodak Ultramax para ver os resultados com um filme mais previsível e com ISO mais alto, e na próxima vou tentar digitalizar dos dois jeitos de novo. Em duas fotos (a do chimarrão e das flores) eu diminuí um pouco o brilho na hora de cortar (elas vêm fora de frame), mas eu realmente não quero mexer em nada. De qualquer forma, fiquei muito feliz com o resultado! ;)

 

Revelação: Velvia ISO 100 puxado para 400. Redscale?

Minha surpresa foi enorme!

Já tinha usado os filmes slide da Lomography várias vezes e o processo cruzado me rendeu fotos lindas, sempre com cores fortes. Mas pela primeira vez eu fotografei com um filme que (agora eu sei) é totalmente imprevisível!

Comprei um Velvia, da Fuji, lá na Ticcolor. Ele era rebobinado e venceu em abril do ano passado. Como sou fã de ISO alto, puxei o 100 para 400. E para piorar, revelei em processo cruzado. De certeza, apenas a surpresa que eu teria com o resultado final.

Eu só não esperava que seria tanto! Ele ficou mesmo parecendo um redscale.

Logo de cara, comecei a pensar em milhares de alternativas: será que o filme estava ao contrário e eu não vi? (Como um redscale caseiro? Porque ele era, afinal, rebobinado…) Mas eu teria percebido isso, mesmo sendo tão desligada. Será que era um redscale mesmo? Não, não era. Então por que raios ficou assim?

Pesquisando, perguntando, conversando… vi que o Velvia mesmo que é imprevisível em processo cruzado. Ainda mais com ISO puxado. E vencido! Ou seja: abusei e o resultado ficou abusado.

Agora vamos ao resultado… Ah! Usei a Canon AT-1 do coração, porque não consigo mais largar ela.

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Edgar tentando se acertar com o foco da AT-1… sem sucesso. Mas ficou bom mesmo assim. ;)

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É isso! Próximo post: Instax Mini do amor! <3