Revelação: AgfaPhoto Vista Plus 400

Meses sem postagem, meses sem revelar nada. De uma só vez, revelei três filmes, e ainda tenho dois para terminar. Nesse meio tempo, muitos filmes de Instax Mini foram queimados, só pra não passar em branco. ;)

O primeiro que eu gostaria de mostrar, por ordem cronológica, é o AgfaPhoto Vista Plus ISO 400. Comprei esse filme em Barcelona, então ele não está ileso de algumas passagens pelo raio-X de aeroportos. Também acho que errei na escolha da câmera para utilizá-lo pela primeira vez. Fui com a Olympus Trip, uma câmera que não permite total controle de exposição e foco. Apesar de gostar muito dela, acho que deveria ter usado uma opção mais precisa.

Dito isso, gostei das cores e do desempenho com pouca luz, mas não achei nada de excepcional. Na seleção de filmes 400, o Superia X-Tra da Fuji ainda é meu favorito, por motivos de: mostro as fotos nos próximo post. Ainda assim, quero comprar esse filme de novo e testar mais uma vez.

Vamos às fotos! São momentos aleatoriamente bons de abril de 2014.

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Boas cores. ;)

Boas cores. ;)

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Essa ficou bem escura, mas culpo mais a câmera do que o filme, que fotometrou com a janela atrás.

Essa ficou bem escura, mas culpo mais a câmera do que o filme, que fotometrou com a janela atrás.

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Aquela última foto, pra acabar o filme.

Aquela última foto, pra acabar o filme.

Quando o filme decepciona…

Uma das coisas que eu mais gosto da fotografia analógica é não saber exatamente o que você vai ver quando pegar o filme revelado. Isso cabe perfeitamente na filosofia Lomo, mas vale para todas as modalidades. As surpresas – para quem não trabalha com isso, como é o caso da maioria atualmente – são sempre muito bem vindas. Flares, desfoques, fotos que a gente não lembrava que tinha batido… Tudo isso faz parte do charme do processo analógico.

Porém, contudo, entretanto, isso nem sempre é positivo. Principalmente com câmeras “novas”, a revelação pode acabar surpreendendo negativamente, quando não sabemos ao certo como acertar a câmera ou utilizamos um filme e processo diferentes. As vezes, o resultado pode decepcionar. Muito. =/

Hoje foi assim. Peguei mais uma revelação da Agfa. Estava ansiosa porque fotografei em P&B e fiz vários testes de abertura, luz, flash e principalmente foco. Infelizmente, o resultado não ficou bom.

Usei um Ilford HP-5 ISO 400, puxado. Já usei muito esse filme com a Canon e os resultados foram razoáveis, não tinha reclamações. Mas dessa vez a combinação dele com a Optima 500 acabou não dando certo.

Fotos tremidas (em abertura 2.8, a velocidade automática da câmera não deu conta) e muita coisa fora de foco. Mesmo. Percebi que ela só é confiável para fotos de foco no horizonte, como algumas do primeiro post que coloquei aqui sobre ela, mas para retratos, mesmo utilizando o foco no modo indicado, o resultado ficou bem ruim.

Também não gostei da falta de contraste, das imagens chapadas…  E percebi que é realmente difícil pensar em enquadramento com ela. Enfim, tudo que tinha me animado na primeira experiência com a câmera agora me decepcionou. Bem, paciência. Vivendo e aprendendo.

Abaixo, algumas das fotos que eu não odiei (tanto)…

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A foto clichê. Mas eu gosto. E sempre serve para marcar uma configuração utilizada.

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O Ozzy, sempre modelo. Mas o foco está lá trás. =/

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Di Cavalcanti no MON e a Pérola com sua Olympus Trip.

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Os avós, sempre modelos. Pena que a foto ficou tão apagada assim… Não entendo. =/

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E o antigo Mercado Municipal de Paranaguá.

Se alguém tiver uma luz do porque isso ficou tão assim… triste, por favor, compartilhe. No mais, a vida continua e já tem outro filme separado para utilizar na Agfa. Não vou desistir dela tão cedo.  ;)